Se tem algo que o coronavírus comprovou para o mundo comercial foi a importância de se vender online na pandemia. De fato, muitas empresas ainda não haviam migrado para a esfera digital, e então sentiram o impacto da crise como nenhuma outra.

Segundo uma pesquisa do começo do ano (portanto realizada antes da crise), menos de 40% das empresas brasileiras sabem utilizar a internet como meio de divulgar seu trabalho, seja para vender ou mesmo no sentido de simplesmente ter um site no ar.

Os dados são da Abranet (Associação Brasileira de Internet), e trazem outros dados igualmente interessantes e relevantes para quem vai entrar nesse nicho, tais como:

  • 39% das empresas realizam negócios on-line;
  • 61% utilizam plataformas de terceiros (como marketplaces);
  • 18% têm falta de conhecimento sobre o comércio online;
  • 39% realizam negócios por e-mail ou site próprio;
  • 16% sentem dificuldade de atingir o seu público-alvo;
  • 15% verificam certa escassez de mão de obra qualificada.

Entre outros dados, como o fato incrível de que somente 38% das empresas que participaram da pesquisa tinham um site próprio. Ou seja, hoje as opções de e-commerce ou comércio eletrônico são muitas, e alguns ainda não têm nem sequer um site.

Lembrando que, na verdade, foi-se a época em que uma página institucional era o suficiente. Agora é preciso investir em blogs, vlogs e marketing de conteúdo como um todo, além de marketplaces, redes sociais e motores de busca em geral.

Ou seja, com o isolamento social, a quarentena, os lockdowns e todo fechamento de lojas físicas, a pandemia apenas acelerou uma demanda que já existia, aumentando o índice de empresas que atuam nas redes e que entram nela pela primeira vez.

Só nos primeiros meses, o crescimento das vendas já foi de mais de 50%, segundo dados da mesma Abranet. Em números absolutos, a venda pela internet deve ultrapassar, em função da pandemia, uma movimentação de 100 bilhões de reais em um ano.

Nenhuma empresa pode dizer que não se sente atraída por um mercado desse tamanho, não é mesmo? Por isso decidimos escrever este artigo, com dicas sobre como vender online durante a pandemia, de maneira realmente eficiente.

Na prática, é claro que essas soluções se aplicam também fora da situação de pandemia, e podem acabar se tornando uma rotina na vida de autônomos ou de empresas que decidam empreender nesse universo. Então, é só seguir adiante na leitura.

 

Aplicativos de mensagens instantâneas

 

Pouca gente sabe, mas os programas de troca de mensagens instantâneas também entram na classificação de rede social. Aliás, muitos deles oferecem uma versão “business”, que permite algumas funções que a versão tradicional não tem.

Assim, se a loja quer divulgar uma promoção relâmpago, como de bermuda tactel elastano, ela pode criar listas de transmissão e impactar muito mais gente do que um usuário comum conseguiria em sua lista ou nos grupos de que faz parte.

O ponto forte dessas plataformas está na maneira como elas conseguem impactar as pessoas na correria do dia a dia. É claro que as redes sociais e os buscadores já fazem parte da rotina da maioria de nós, como veremos abaixo, mas é diferente.

Para quem ainda não fez nome na web, nem conseguiu fortalecer sua marca de maneira mais prolongada, as mensagens instantâneas têm o benefício de impactar os clientes em potencial de maneira muito mais prática.

Basta considerar, por exemplo, que muitos planos de crédito de celular dão acesso gratuito a esses aplicativos, ao passo que o acesso às demais plataformas não fazem parte do pacote. Então, tudo que você manda vai parar direto na mão do cliente, literalmente.

Uma dica de ouro é saber utilizar as ofertas. Se você vende bolo caseiro artesanal, não adianta fazer três ofertas por dia, pois vai soar pouco convincente. Então, tenha um cardápio fixo, que você pode disparar com certa frequência já estabelecida.

Aí, umas duas vezes por semana, faça aquela exceção, ou seja, uma promoção real, e então o resultado vai ser ainda mais positivo do que nos outros dias. Além disso, fotos e até vídeos também podem fazer sucesso, então vale caprichar nesse aspecto.

 

Como eu posso ter uma loja virtual própria?

 

Se a estratégia é mais abrangente, então a empresa já pode começar a pensar numa loja virtual própria, que é uma das maneiras mais tradicionais de praticar o e-commerce. Por ser algo exigente, que necessita de técnicas e entendimento sobre o tema, conte com uma empresa experiente no marcado para lhe ajudar!

Se uma loja de joias quer subir todo seu portfólio, de anel banhado a ouro feminino até alianças e brincos, é possível fazer isso de maneira bastante facilitada, sobretudo se comparamos com o esforço de dez ou quinze anos atrás.

Atualmente as plataformas que os sites são desenvolvidos, oferecem uma funcionalidade bastante intuitiva, que pode ser acompanhada por qualquer um que já tenha certa fluência em navegar na internet e utilizar aplicativos básicos. Uma loja que vende cartão de visita confeitaria por exemplo, pode atualizar as fotos e os preços sempre que precisar!

Depois, vai ser possível divulgar sua loja online pelas redes sociais e pelos buscadores, como também veremos. Outra dica de ouro é atrelar a loja a um blog desde o início, gerando conteúdos relevantes que funcionem como iscas para capturar leads.

No blog é possível gerar conteúdos que vão desde blog posts e e-books até infográficos, podcasts e outros tipos de mídia. Hoje a geração de conteúdo se tornou uma das maiores estratégias do universo online.

O essencial de todas elas é que se trate de um material original, gerado pela marca, e que tenha o poder de realmente se mostrar relevante, engajar as pessoas e resolver algum problema na vida delas, por mais simples que seja a solução.

Artigos do tipo “Como instalar sua cesta para bicicleta” têm um alto potencial de clicadas, curtidas e viralização. Deste modo, é possível atrair pessoas e gerar oportunidades, ainda sem pagar por isso, de modo orgânico.

Portanto, a loja virtual inclui os seus meios de divulgação, assim como uma loja física precisa de panfletagem, outdoor, anúncios em rádio e afins. O que não se pode é fundar a loja e ficar esperando a clientela surgir “do nada”.

 

Dominando as mídias e as redes sociais

 

É verdade que o termo mídia social dá um caráter mais comercial a essas plataformas, contudo elas ficaram mais conhecidas como “redes sociais”. De fato, a maioria delas parece não ter surgido com esse intuito de fazer propagandas, como ocorre hoje.

Com o passar do tempo, elas se tornaram uma das frentes mais promissoras do universo online. Hoje, uma marca de camiseta dry fit amarela ou uma empresa de motoboy para delivery pode engajar e fidelizar uma quantidade enorme de seguidores, criando uma verdadeira legião online.

Uma dica que não pode deixar de ser levada em conta é sobre a sinergia entre o produto, serviço ou solução qualquer que seja, e a proposta de cada plataforma. Você até pode marcar presença nas principais, mas precisa eleger uma como sendo a principal.

O primeiro ponto a pensar é no formato: algumas priorizam as mensagens instantâneas, como vimos no começo, outras aceitam textos maiores e geram bons resultados assim. Há também as de multimídia, focadas em imagens, fotos, vídeos e lives.

Muitas dessas plataformas também oferecem uma função de tipo “shopping”, que permite fazer um post já no formato de e-commerce, com opções de pagamento e de despacho integradas ao layout da postagem.

Noutros casos, ao anunciar algo como um curso de confecção de rótulo de vinho personalizado, as redes podem servir como maneira de simplesmente fortalecer a marca, captar leads e gerar oportunidades.

Neste caso, o processo de conversão e fechamento de cada cliente volta a ser realizado pela loja virtual própria da marca, ou mesmo por e-mail, aplicativo de mensagem instantânea e até mesmo por telefone, conforme o permitido pela pandemia.

 

 

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

 

 

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